Envolverde em Manutenção

Caros leitores, o site da Revista Digital Envolverde está em manutenção. Estamos fazendo uma atualização de tecnologia e layout para garantir uma melhor experiência de leitura e maior segurança no ambiente digital.

Esperamos estar de volta à nossa operação normal o mais breve possível.

Pedimos desculpa pelos eventuais transtornos e lembramos que nossos conteúdos estão disponíveis através deste site.

Cordialmente,

Equipe Editorial Envolverde

Envolverde: Nova plataforma editorial

Equipe Envolverde – 

Caminhando para completar 20 anos em janeiro de 2018, a Envolverde retoma seu projeto de ser uma Revista Digital e reconfigura seu projeto editorial para aprofundar sua cobertura em temas relevantes para a sustentabilidade e para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Durante todo o mês de abril o projeto editorial da Envolverde e de suas mídias sociais estará passando por ajustes. O objetivo é oferecer aos leitores um conteúdo de maior qualidade e valor, mais bem apurado e editado, assim como fortalecer a presença em mídias sociais como o Facebook e o Twitter.

Indexação pelos ODS – Todos os conteúdos publicados pela Envolverde estão sendo indexados pelo respectivo ODS, de tal forma que o leitor pode navegar pelo site tanto pelas editorias convencionais, como pelo ODS de sua escolha. Isso poderá ser visto também nos posts em mídias sociais.

Atualização semanal – O site da Envolverde será atualizado semanalmente, às sextas-feiras, e às segundas-feiras os leitores e assinantes receberão um boletim com as chamadas para as principais matérias da semana.

Mídias Sociais – Diariamente os principais assuntos que merecem nossa atenção serão destacados nas mídias sociais, Facebook e Twitter, e aqueles temas que merecerem um aprofundamento serão trabalhados também para a edição semanal do site Envolverde.

Por que mudar?

2º anos atrás, quando a Envolverde entrou na Internet, era um projeto absolutamente inovador, talvez seja hoje o mais antigo projeto de jornalismo nativo digital no Brasil. Ao longo dos anos passamos por inúmeras transformações e evoluções. Hoje somos uma marca respeitada no cenário do jornalismo e da sustentabilidade, mas não somos mais os únicos.

Muitos outros projetos surgiram fazendo um jornalismo de qualidade e com grande capacidade de atualização diária. Nosso trabalho cotidiano de publicação de hardnews não se faz mais necessário. Nossa relevância vem, agora, da capacidade de nossos jornalistas e colunistas em buscarem materiais especiais e lançarem sobre os principais temas de nosso tempo um olhar crítico e focado nos dois principais eixos editoriais da Envolverde, a sustentabilidade e os ODS.

E o Jornalismo diário?

Mesmo com um foco mais acurado sobre os temas da edição semanal, não vamos abandonar a cobertura diária. Apenas vamos selecionar com mais rigor aquilo que realmente é relevante para nossos leitores e usar de forma mais eficaz e focada nossas mídias sociais. Os leitores não perderão nada que for importante para seu cotidiano e sua tomada de decisão.

A Envolverde se renova para seguir em frente praticando aquilo que é seu maior capital, o jornalismo honesto, relevante e independente. (#Envolverde)

Internet: Banda Larga fixa sem limites

Artigo 19 – 

Aprovado no Senado, PL 174/16 estipula que conexão de banda larga de internet não poderá estar sujeita a planos de franquia. As redes móveis, no entanto, ficam fora dessa determinação.

O Senado aprovou o projeto de lei (PL) 174/16, que altera o Marco Civil da Internet e inclui como um direito dos usuários brasileiros de internet a “não implementação de franquia limitada de consumo nos planos de internet banda larga fixa”. O PL será agora apreciado em três comissões da Câmara dos Deputados (Defesa do Consumidor; Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e Constituição e Justiça e de Cidadania) em tramitação prioritária, com os deputados podendo aprová-lo ou sugerir modificações – neste último caso, as alterações voltariam a ser analisadas pelos senadores.

Caso o projeto seja aprovado na Câmara, a internet de banda larga fixa não poderá ser comercializada no mesmo regime em que hoje se comercializa a internet móvel, como o 3G e 4G para celulares. Nestes, o usuário fica limitado a uma quantidade preestabelecida de uso de dados e, caso ultrapasse sua cota, tem a velocidade do serviço reduzida ou ainda seu acesso à internet bloqueado. Quando isso acontece, as operadoras de rede móvel somente permitem a restauração do acesso à internet caso o usuário contrate um plano de franquia adicional ou então, o que é ainda pior, um novo plano de dados com maior franquia.

A mobilização de usuários de internet foi fundamental para a aprovação do PL 174/16, tendo em vista a celeridade do processo – o projeto passou somente por uma comissão (a CCT – Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática) antes de ser votado em definitivo pelos senadores. Em uma enquete feita na página no Senado, 99% dos votantes se posicionaram contra a limitação por franquia na banda larga fixa. Na sequência, o projeto foi submetido à votação na comissão e seguiu para o plenário, onde não teve grandes dificuldades para ser aprovado.

A aprovação da proibição do modelo de franquias na banda larga fixa pelos senadores significa ainda a vitória de um movimento de mais de um ano de luta contra a imposição de mais limitações ao acesso à rede, que já sofre com a falta de oferta e problemas de desempenho. Além disso, o fato de a decisão legislativa atender à vontade popular, especialmente no momento turbulento pelo qual passa o país, também é motivo de celebração.

Apesar da vitória pontual, no entanto, o cenário no Congresso para o futuro da internet não é animador. Isso porque existem atualmente grupos de parlamentares que têm atuado com o objetivo de desconfigurar o Marco Civil da Internet, apresentando inúmeras propostas de modificações da norma. Nesse sentido, é de suma importância que a aprovação do PL 174/16 não sirva como porta de entrada para outras alterações na lei que entrem em conflito com os direitos de usuários de internet.

Outro ponto para o qual vale chamar atenção é o fato de que a proibição expressa no PL 174/16 abrange apenas a banda larga fixa, isentando a internet móvel da determinação. Essa particularidade não pode limitar discussões no sentido de ampliar e qualificar o uso da rede através do celular, que atualmente é o principal dispositivo utilizado por brasileiros e brasileiras para acessar a internet.

O modelo de franquias na internet móvel pode também ser superado em um futuro próximo com a chegada da tecnologia 5G, que prenuncia uma revolução na velocidade da conexão e na capacidade de tráfego de dados, criando assim a possibilidade para que as limitações por franquias se tornem obsoletas. Dessa forma, o direito recém-conquistado para os usuários da banda larga fixa pode também vir a ser estendido aos usuários da rede móvel muito em breve.

É importante ainda destacar que a posição do Poder Executivo sobre o tema das franquias não está bem definida. Um dos grandes indicadores disso é que no dia 12 de janeiro, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, manifestou publicamente o apoio à adoção de modelos de franquia na banda larga fixa, voltando atrás no dia seguinte, após repercussão bastante negativa da afirmação. Além disso, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) esteve com uma consulta pública aberta em sua página eletrônica até o dia 30 de abril na qual qualquer um podia enviar contribuições sobre a questão.

Por fim, vale mencionar que a aprovação do PL 174/16 deve contribuir para a inclusão digital da metade dos domicílios que ainda não têm acesso à internet no país, uma vez que, com a banda larga fixa continuando a ser uma alternativa mais ampla de conexão irrestrita se comparada à conexão móvel, as pessoas terão incentivo a, quando possível, contratarem o serviço ou ainda a construir seus próprios modelos comunitários de conexão. No caso deste último, trata-se de uma prática que possui grande potencial na medida que a infraestrutura de telecomunicações ainda não chega a vários pontos do país, o que estimula as diversas comunidades a construírem suas próprias redes.

Promulgado em abril de 2014, o Marco Civil da Internet foi construído em meio a um amplo debate por diversos setores da sociedade durante mais de três anos e hoje confere diversas garantias de direitos aos usuários brasileiros de internet. Por esse motivo, a ARTIGO 19 espera que a Câmara dos Deputados siga o exemplo do Senado e aprove a proibição do modelo de franquias na banda larga fixa, o que significaria uma medida favorável aos direitos de acesso à internet de qualidade e, consequentemente, aos direitos à liberdade de expressão e informação. (Artigo19 / #Envolverde)

Foto: Internet

Entrevista: Os desafios do jornalismo em mídias digitais

Gandour
Ricardo Gandour (Foto do Twitter)

Por Heloisa Aruth Sturm, do Knight Center –

No início do ano passado, o jornalista brasileiro Ricardo Gandour trocou o ambiente frenético das redações pela atmosfera mais serena das universidades. O lado executivo de Gandour, ex-diretor de conteúdo do Grupo Estado, deu espaço para o lado acadêmico, o de pesquisador visitante na Columbia Journalism School, nos Estados Unidos. Passados seis meses, o editor vai retornar ao Brasil na próxima semana, onde pretende continuar a unir teoria e prática.

Durante a estadia na universidade norte-americana, Gandour analisou as transformações do jornalismo no ambiente digital. Os resultados preliminares de seus estudos foram apresentados no Fórum Mundial de Editores, organizado pela Associação Mundial de Meios Informativos (Wan-Ifra) no dia 14 de junho passado em Cartagena, na Colômbia.

Em entrevista ao Centro Knight para o Jornalismo nas Américas, Gandour falou sobre a experiência como pesquisador visitante em Columbia, os desafios do jornalismo no atual ambiente de fragmentação digital, e os planos após o retorno ao Brasil.

Knight Center: Como surgiu o seu interesse em analisar o jornalismo no ambiente digital?

Essa transformação que o ambiente informativo está vivendo, e que afeta o jornalismo de frente, na sua prática como atividade remunerada, como atividade profissional, como atividade de alto interesse público, ela me chamou atenção. Os riscos e os aspectos dessa transformação sempre me intrigaram bastante. E principalmente quando eu noto, e ainda noto, que essa discussão é um pouco contaminada por uma rotulação de que ‘ah, isso é nostalgia de editor’, ‘é uma resistência à mudança’. Mas as coisas não são excludentes. Você pode celebrar e usar as maravilhosas possibilidades que a tecnologia e os ambientes digitais têm produzido, e ao mesmo tempo refletir e discutir coisas importantes do jornalismo, sem que uma coisa seja excludente da outra. O fato de se levantar uma discussão importante não significa que você esteja negando os avanços. Especialmente no Brasil, criou-se por um tempo, e ainda sobrevive, um debate que é ‘a velha mídia, a nova mídia’. Eu acho esse debate falso. A história da mídia mostra que as mídias novas que vão aparecendo se superpuseram e foram complementando o ambiente, e as outras ficaram, se adaptaram, mudaram muito, e todas vão convivendo com um ambiente de múltiplas possibilidades.

KC: Você costuma dizer que jornalismo não é um formato, mas sim um método. Em que sentido?

Muita coisa nesse novo ambiente parece notícia, mas não é notícia. Muita peça parece peça jornalística, mas ela não contém jornalismo. Ela pode ser advocacy, ou até publicidade. Isso é uma diferença, uma conceituação muito sofisticada. E há empresas, entidades, organizações, que têm sites com o nome de ‘não sei o quê news’, mas aquele material não é jornalístico – ele é informativo. É informação, mas não é uma informação jornalística. A informação que está ali não passou pelo método jornalístico. Então, como o jornalismo atrai, porque é crível, em muitas circunstâncias ele é usado como um formato, pra parecer jornalismo. E não é. Na verdade, o jornalismo é um método. Eu levanto isso porque eu defendo que nesse novo ambiente é preciso preservar o método, senão ele vai enfraquecer e vai desaparecer, até como disciplina. Até pelas novas gerações. Daí que eu enfatizo o papel das escolas.

KC: Que efeitos isso gera no consumidor da informação?

Primeiro que na lógica, como sempre foi a mídia impresa, o posicionamento dos gêneros de edição estão muito claros: o que é uma reportagem, o que é um editorial, o que é um artigo de fundo, o que é uma análise. Até porque a mídia analógica te dá essa visibilidade, fica visível quem é quem, o que é o quê. No meio digital, tudo é muito igual, e se mistura. Então é possível por exemplo que muitos jovens leitores considerem que jornalismo seja opinião, e não é. E crescem sem se treinar a ler. Existe um treino para ler. Você tem uma educação para ler, saber interpretar a natureza da informação que você está absorvendo.

KC: O que as redações podem fazer para ajudar a reverter essa situação, pra fazer com que o consumidor de mídias digitais desenvolva essa habilidade?

Acho que os jornais têm que aprimorar seus programas internos de formação. O jornalismo profissional precisa explicar mais para o público do que se trata o jornalismo. Explicar mais o que nós fazemos.

KC: O que te levou a tirar esse período sabático do jornal e focar em pesquisa nesse momento?

Foi uma oportunidade. Não escolhi o momento. Claro que já estava querendo isso, eu vinha me interessando por essa transformação já há uns quatro anos e estudando meio que sozinho, participando de muitas palestras, debates, de aulas. Eu sempre tive uma carreira de redação e de excutivo de redação. Sempre muito na prática, no dia a dia. Nunca tive carreira acadêmica formal, mas eu sempre cultivei um olhar acadêmico. Sempre tive um olhar de tentar juntar a teoria com a prática, de entender como uma justificava a outra. Então eu sempre tive essa abordagem, essa curiosidade acadêmica, mas sempre com o executivo de linha de frente. Até que, três anos atrás, eu conheci alguns professores aqui de Columbia, o diretor da escola na época, Nicholas Lemann, e também o presidente da Universidade, Lee Bollinger, e começamos a conversar sobre isso. E essas conversas culminaram num convite de passar um semestre aqui como visiting scholar na escola de jornalismo, e desenvolver, aprofundar essa discussão.

KC: Como foi sua experiência acadêmica durante esse semestre em Columbia?

Foi uma coisa interessante, uma fase da minha carreira que eu achei legal tirar um respiro, com quase 30 anos de redação, parar e estudar. Foi muito prazeroso em todos os sentidos, pessoal e intelectualmente. Como visiting scholar, eu podia montar o plano de trabalho que eu quisesse. Frequentei dois cursos como ouvinte, Sociology of News, um seminário para doutorandos, e Journalism and Public Life, para alunos de graduação, ambos com o Michael Schudson, que é um craque, e acabei me beneficiando e ajudando ele no curso. E fiz também Managing the 21st Century News, com a Ava Seave e o William Grueskin, que foi um outro campo, mais prático, de business model. Aqui no sistema das bibliotecas integradas de Columbia, que conecta com outras bibliotecas, pesquisei todos os artigos científicos publicados de janeiro de 2015 em diante. Então foram esses cursos, pesquisa em livros e artigos, e fui entrevistar muitos professores e pesquisadores daqui da Columbia, da NYU [New York University], da CUNY [City University of New York], da SUNY [The State University of New York], e também em Washington. Fiz entrevista com sessenta pesquisadores. E também fui visitar muitas redações, tanto da mídia tradicional como da nova mídia, como BuzzFeed, o ProPublica. Então foi esse o método: cursos, revisão bibliográfica, entrevistas e visitas. Tudo em um semestre.

KC: Você vê muitas diferenças no modo de se fazer jornalismo no Brasil e nos Estados Unidos?

Meu contato aqui foi por meio da escola e conversando com gente que trabalha nas grandes redações americanas, como Washignton Post, The New York Times, então foi uma amostra bem elitizada. Mas também fiquei muito em contato com os veículos daqui, lendo notícias todos os dias. Eu acho que a gente ainda está alguns passos atrás, em número de fontes por matéria, estrutura da narrativa. Acho que a gente tem que avançar muito ainda. O jornalismo norte-americano tem uma coisa mais detalhista, mais estruturada, mais cuidadosa.

KC: O que você vai levar de volta para o Brasil dessa experiência?

Como estou colaborando com a ESPM [Escola Superior de Propaganda e Marketing], que está construindo e consolidando um novo curso de jornalismo, eu vou colaborar com congressos, palestras, e continuar batendo nessa tecla e avançar essa pesquisa. O Tow Center for Digital Journalism me convidou para ser pesquisador visitante, então vou voltar para o Brasil mas ficar como fellow do Tow Center, e tocar de lá do Brasil a continuidade desse trabalho, vindo para os Estados Unidos por uma semana a cada dois meses. Eu vou levar essa motivação adicional para que os fundamentos do jornalismo sejam preservados. (Knight Center/ #Envolverde)

* Publicado originalmente no site Knight Center.

Envolverde – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Entre os dias 25 e 27 de setembro de 2015, mais de 150 líderes mundias estiveram na sede da ONU, em Nova York, para adotar formalmente uma nova agenda de desenvolvimento sustentável. Esta agenda é formado pelos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e 169 metas, que devem ser implementados por todos os países do mundo durante os próximos 15 anos, até 2030.

A Envolverde adotou como diretriz editorial a classificação de seus conteúdos, reportagens, artigos, textos e vídeos pelo respectivo ODS. Ou seja, cada texto deve ser identificado de acordo com o ODS que impacta. Desta forma os leitores podem se apropriar do conceito de cada um deles. Nosso objetivo é apoiar a iniciativa das Nações Unidas e ajudar a tornar esses objetivos de conhecimento de todos os públicos.

Conheça os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS):

Objetivo 1: Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares

ODS1

ODS1

  • Globalmente, o número de pessoas vivendo em extrema pobreza diminuiu mais da metade; em 1990 eram 1,9 bilhão. Contudo, 836 milhões de pessoas ainda vivem na extrema pobreza: cerca de uma em cada cinco pessoas em regiões em desenvolvimento vive com menos de 1,25 dólar por dia.
  • O Sul da Ásia e a África Subsaariana são o lar da esmagadora maioria das pessoas vivendo em extrema pobreza.
  • Altos índices de pobreza são frequentemente encontrados em países pequenos, frágeis e afetados por conflitos.
  • Uma em cada quatro crianças abaixo dos cinco anos de idade no mundo possui altura inadequada para sua idade.

Objetivo 2: Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável

ODS2

ODS2

  • Globalmente, a proporção de pessoas subnutridas em regiões em desenvolvimento caiu quase pela metade desde 1990, de 23,3% em 1990-1992 para 12,9% em 2014-2016. Mas, atualmente, uma em cada nove pessoas no mundo (795 milhões) ainda é subnutrida.
  • A vasta maioria das pessoas do mundo passando fome vive em países em desenvolvimento, onde 12,9% da população é subnutrida.
  • Ásia é o continente com a população que passa mais fome – dois terços do total. A porcentagem no Sul da Ásia caiu em anos recentes, mas, na Ásia Ocidental, ela aumentou levemente.
  • A África Subsaariana é a região com a mais alta prevalência (porcentagem da população) de fome. Lá, cerca de uma em cada quatro pessoas está subnutrida.
  • A má nutrição causa quase metade (45%) das mortes de crianças abaixo dos cinco anos de idade – 3,1 milhões de crianças anualmente.
  • Uma em cada quatro crianças do mundo sofre crescimento atrofiado. Em países em desenvolvimento, a proporção aumenta de uma para três.
    66 milhões de crianças em idade escolar primária vão às aulas passando fome, sendo 23 milhões apenas na África.
  • A agricultura é a maior empregadora única no mundo, provendo meios de vida para 40% da população global atual. Ela é a maior fonte de renda e trabalho para famílias pobres rurais.
    500 milhões de pequenas fazendas no mundo todo, a maioria ainda dependente de chuva, fornecem até 80% da comida consumida numa grande parte dos países em desenvolvimento. Investir em pequenos agricultores é um modo importante de aumentar a segurança alimentar e a nutrição para os mais pobres, bem como a produção de alimentos para mercados locais e globais.

Objetivo 3: Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades

Saúde infantil

    • A cada dia, morrem 17 mil crianças a menos do que em 1990, porém mais de seis milhões decrianças ainda morrem a cada ano, antes do seu quinto aniversário.
    • Desde 2000, vacinas de sarampo preveniram aproximadamente 15,6 milhões de mortes.
    • Apesar do progresso global, uma crescente proporção das mortes de crianças acontece na África Subsaariana e no Sul da Ásia. Quatro de cada cinco mortes de crianças abaixo dos cinco anos de idade ocorrem nessas regiões.

Saúde Materna

ODS3

ODS3

  • Globalmente, a mortalidade materna caiu quase 50% desde 1990.
  • Na Ásia Oriental, no Norte da África e no Sul da Ásia, a mortalidade materna diminuiu cerca de dois terços. Porém, a taxa de mortalidade materna – a proporção de mães que não sobrevivem ao nascimento do filho comparada com aquelas que sobrevivem – nas regiões em desenvolvimento ainda é 14 vezes mais alta do que nas regiões desenvolvidas.
  • Apenas metade das mulheres em regiões em desenvolvimento recebe a quantidade recomendada de assistência médica.

HIV/aids

  • Em 2014, havia 13,6 milhões de pessoas com acesso à terapia antirretroviral, um aumento em relação a apenas 800 mil em 2003.
  • Novas infecções por HIV em 2013 foram estimadas em 2,1 milhões, o que representa 38% a menos do que em 2001.
  • No final de 2013, estima-se que havia 35 milhões de pessoas vivendo com HIV.
  • No final de 2013, 240 mil novas crianças estavam infectadas com HIV.

Objetivo 4: Assegurar a educação inclusiva, equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos

ODS4

ODS4

  • A matrícula na educação primária em países em desenvolvimento chegou a 91%, mas 57 milhões de crianças permanecem foram da escola.
  • Mais da metade das crianças que não se matricularam na escola vivem na África Subsaariana.
  • Estima-se que 50% das crianças fora da escola com idade escolar primária vivem em áreas afetadas por conflitos. Crianças das famílias mais pobres são quatro vezes mais propensas a estar fora da escola do que crianças de famílias mais ricas.
  • O mundo conquistou a igualdade na educação primária entre meninas e meninos, mas poucos países alcançaram essa meta em todos os níveis de educação.
  • Entre os jovens de 15 a 24 anos, a taxa de alfabetização melhorou globalmente, de 83% para 91% entre 1990 e 2015.

Objetivo 5: Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas

ODS5

ODS5

  • No Sul da Ásia, apenas 74 meninas foram matriculadas na escola primária para cada 100 meninos, em 1990. Em 2012, as taxas de matrícula foram as mesmas para meninas e para meninos.
  • Na África Subsaariana, Oceania e Ásia Ocidental, meninas ainda enfrentam barreiras para entrar tanto na escola primária quanto na escola secundária.
  • Mulheres na África do Norte ocupam menos de um a cada cinco empregos pagos em setores que não sejam a agricultura.
  • Em 46 países, as mulheres agora ocupam mais de 30% das cadeiras no parlamento nacional em pelo menos uma câmara.

Objetivo 6: Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos.

ODS6

ODS6

  • Em 2015, 91% da população global está usando uma fonte de água potável aprimorada, comparado a 76% em 1990. Contudo, 2,5 bilhões de pessoas não têm acesso a serviços de saneamento básico, como banheiros ou latrinas.
  • Diariamente, uma média de cinco mil crianças morre de doenças evitáveis relacionadas à água e saneamento.
  • A energia hidrelétrica é a fonte de energia renovável mais importante e mais amplamente usada. Em 2011, ela representava 16% do total da produção de eletricidade no mundo todo.
    Aproximadamente 70% de toda água disponível é usada para irrigação.
  • Enchentes são a causa de 15% de todas as mortes relacionadas a desastres naturais.

Objetivo 7: Assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia para todos

ODS7

ODS7

  • 1,3 bilhão de pessoas – uma em cada cinco, globalmente – ainda não têm acesso à eletricidade moderna.
  • 3 bilhões de pessoas dependem de madeira, carvão, carvão vegetal ou dejetos animais para cozinhar e obter aquecimento.
  • A energia é o principal contribuinte para as mudanças climáticas, sendo responsável por cerca de 60% das emissões globais totais de gases do efeito estufa.
  • A energia de fontes renováveis – vento, água, solar, biomas e energia geotermal – é inexaurível e limpa. A energia renovável, atualmente, constitui 15% do conjunto global de energia.

Objetivo 8: Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos

ODS 8

ODS 8

  • O desemprego global aumentou de 170 milhões em 2007 para cerca de 202 milhões em 2012, dentre eles, aproximadamente 75 milhões são mulheres ou homens jovens.
  • Aproximadamente 2,2 bilhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza e a erradicação do problema só é possível por meio de empregos bem pagos e estáveis.
  • 470 milhões de empregos são necessários mundialmente para a entrada de novas pessoas no mercado de trabalho entre 2016 e 2030.
  • Pequenas e médias empresas que se comprometem com o processamento industrial e com as indústrias manufatureiras são as mais decisivas para os primeiros estágios da industrialização e são geralmente as maiores geradores de emprego. São responsáveis por 90% dos negócios no mundo e contabilizam entre 50 a 60% dos empregos.

Objetivo 9: Construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação

ODS 9

ODS 9

  • Cerca de 2,6 bilhões de pessoas no mundo em desenvolvimento têm dificuldades no acesso à eletricidade.
  • 2,5 bilhões de pessoas no mundo não têm acesso à saneamento básico e quase 800 milhões de pessoas não têm acesso à água.
  • Entre 1 a 1,5 milhão de pessoas não têm acesso a um serviço de telefone de qualidade.
  • Para muitos países africanos, principalmente os de baixo rendimento, os limites na infraestrutura afetam em cerca de 40% na produtividade das empresas.
  • A indústria manufatureira é importante para geração de empregos, somando aproximadamente 470 milhões dos empregos no mundo em 2009 – ou cerca de 16% da força de trabalho de 2,9 bilhões. Estima-se que existiam mais meio bilhão de empregos na área em 2013.
  • O efeito da multiplicação de trabalhos industrializados impactou a sociedade positivamente. Cada trabalho na indústria gera 2,2 empregos em outros setores.
  • Em países em desenvolvimento, apenas 30% da produção agrícola passa por processamento industrial. Em países desenvolvidos, 98% é processado. Isso sugere a existência de uma grande oportunidade para negócios na área agrícola em países em desenvolvimento.

Objetivo 10: Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles

ODS 10

ODS 10

    • Em média – e levando em consideração o tamanho das populações – a desigualdade de renda aumentou em 11% em países em desenvolvimento entre 1990 e 2010.
    • Uma maioria significativa de famílias – mais de 75% – estão vivendo em sociedades onde a renda é pior distribuída do que na década de 1990.
    • Crianças que fazem parte da camada de 20% mais pobres da população têm três vezes mais chances de morrer antes de completar seus cinco anos do que crianças mais ricas.
    • A proteção social foi significativamente ampliada globalmente. No entanto, pessoas com algum tipo de deficiência têm cinco vezes mais chances do que a média de ter despesas catastróficas com saúde.
    • Apesar do declínio na mortalidade materna na maioria dos países desenvolvidos, mulheres na área rural são três mais suscetíveis à morte no parto do que mulheres que vivem nos centros urbanos.

Objetivo 11. Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis

ODS 11

ODS 11

  • Metade da humanidade – 3,5 bilhões de pessoas – vive nas cidades atualmente. Em 2030, quase 60% da população mundial viverá em áreas urbanas.
    828 milhões de pessoas vivem em favelas e o número continua aumentando.
  • As cidades no mundo ocupam somente 2% de espaço da Terra, mas usam 60 a 80% do consumo de energia e provocam 75% da emissão de carbono. A rápida urbanização está exercendo pressão sobre a oferta de água potável, de esgoto, do ambiente de vida e saúde pública. Mas a alta densidade dessas cidades pode gerar ganhos de eficiência e inovação tecnológica enquanto reduzem recursos e consumo de energia.
  • Cidades têm potencial de dissipar a distribuição de energia ou de otimizar sua eficiência por meio da redução do consumo e adoção de sistemas energéticos verdes. Rizhao, na China, por exemplo, transformou-se em uma cidade abastecida por energia solar. Em seus distritos centrais, 99% das famílias já usam aquecedores de água com energia solar.

Objetivo 12. Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis

ODS 12

ODS 12

  • 1,3 bilhão de toneladas de comida são desperdiçadas diariamente.
    Se as pessoas usassem lâmpadas de baixo consumo, o mundo economizaria 120 bilhões de dólares anualmente.
  • A população global deve chegar a 9,6 bilhões de pessoas até 2050; o equivalente a três planetas seriam necessários para prover os recursos naturais necessários para sustentar os estilos de vida atuais.
  • Mais de 1 bilhão de pessoas ainda não têm acesso à água potável.

Objetivo 13. Tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos (*)

13

ODS 13

  • As emissões de gases de efeito estufa oriundos da atividade humana estão levando a mudanças climáticas e continuam aumentando. Elas alcançaram atualmente seu maior nível da história. Emissões globais de dióxido de carbono aumentaram quase 50% desde 1990.
  • As concentrações atmosféricas de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso aumentaram a níveis sem precedentes nos últimos 800 mil anos. As concentrações de dióxido de carbono aumentaram em 40% desde os tempos pré-industriais, primeiramente por conta dos combustíveis fósseis e depois pelas emissões vindas do desmatamento do solo. O oceano absorveu cerca de 30% do dióxido de carbono antropogênico emitidos, tornando-se mais ácido.
  • Cada uma das últimas três décadas tem sido mais quente na superfície da Terra do que a anterior, desde 1850. No hemisfério Norte, o período entre 1983 e 2012 foi provavelmente o mais quente dos últimos 1.400 anos.
  • De 1880 a 2012, a temperatura média global aumentou 0,85ºC. Sem nenhuma ação, a média de temperatura mundial deve aumentar 3ºC até o final do século 21 – aumentando ainda mais em algumas áreas do mundo, incluindo nos trópicos e subtrópicos. As pessoas mais pobres e vulneráveis são as mais afetadas pelo aquecimento.
  • A média do nível do mar desde a metade do século 19 tem sido maior do que a média dos dois milênios anteriores. Entre 1901 e 2010, o nível global do mar aumentou 0,19 (0,17 a 0,21) metros.
  • De 1901 a 2010, o nível mundial do mar cresceu 19 centímetros com a expansão dos oceanos, devido ao aquecimento global e derretimento das geleiras. Desde 1979, o gelo do mar do Ártico diminuiu em cada década, com 1,07 milhões de km² de gelo perdido de dez em dez anos.
  • Ainda é possível limitar o aumento da temperatura global para 2ºC acima dos níveis pré-industriais, por meio de um conjunto de medidas tecnológicas e mudanças de comportamento.
  • Existem muitos caminhos atenuantes para alcançar a redução substancial de emissões para as próximas décadas, com chances superiores a 66%, se for limitado o aquecimento a 2ºC – a meta determinada pelos governos. No entanto, postergar até 2020 para as mitigações adicionais aumentará substancialmente os desafios tecnológicos, econômico, social e institucional associados para limitar o aquecimento no século 21 para menos de 2ºC relacionados a níveis pré-industriais.
(*) Reconhecendo que a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima [UNFCCC] é o fórum internacional intergovernamental primário para negociar a resposta global à mudança do clima.

Objetivo 14. Conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável

ODS 14

ODS 14

  • Os oceanos cobrem três-quartos da superfície da Terra, contém 97% da água do planeta e representam 99% da vida no planeta em termos de volume.
    Mundialmente, o valor de mercado dos recursos marinhos e costeiros e das indústrias é de 3 trilhões de dólares por ano ou cerca de 5% do PIB (produto interno bruto) global.
  • Mundialmente, os níveis de captura de peixes estão próximos da capacidade de produção dos oceanos, com 80 milhões de toneladas de peixes sendo pescados.
  • Oceanos contêm cerca de 200 mil espécies identificadas, mas os números na verdade deve ser de milhões.
  • Os oceanos absorvem cerca de 30% do dióxido de carbono produzido por humanos, amortecendo os impactos do aquecimento global.
  • Oceanos são a maior fonte de proteína do mundo, com mais de 3 bilhões de pessoas dependendo dos oceanos como fonte primária de alimentação.
  • Pesca marinha direta ou indiretamente emprega mais de 200 milhões de pessoas.
  • Subsídios para a pesca estão contribuindo para a rápida diminuição de várias espécies de peixes e estão impedindo esforços para salvar e restaurar a pesca mundial e empregos relacionados, causando redução de 50 bilhões de dólares em pesca nos oceanos por ano.
  • 40% dos oceanos do mundo são altamente afetados pelas atividades humanas, incluindo poluição, diminuição de pesca e perda de habitats costeiros.

Objetivo 15. Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade

ODS 15

ODS 15

  • Treze milhões de hectares de florestas estão sendo perdidos a cada o ano.
  • Cerca de 1,6 bilhão de pessoas dependem das florestas para sua subsistência. Isso inclui 70 milhões de indígenas. Florestas são o lar de mais de 80% de todas as espécies de animais, plantas e insetos terrestres.
  • 2,6 bilhões de pessoas dependem diretamente da agricultura, mas 52% da terra usada para agricultura é afetada moderada ou severamente pela degradação do solo.
  • Anualmente, devido à seca e desertificação, 12 milhões de hectares são perdidos (23 hectares por minuto), espaço em que 20 milhões de toneladas de grãos poderiam ter crescido.
  • Das 8.300 raças animais conhecidas, 8% estão extintas e 22% estão sob risco de extinção.
    80% das pessoas vivendo em área rural em países em desenvolvimento dependem da medicina tradicional das plantas para ter cuidados com a saúde básica.

Objetivo 16. Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis

ODS 16

ODS 16

  • O número de refugiados registrados junto ao Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) era de 13 milhões em meados de 2014, há cerca de um ano.
  • Corrupção, suborno, roubo e evasão de impostos custam cerca de 1,26 trilhão para os países em desenvolvimento por ano.
  • A taxa de crianças que deixam a escola primária em países em conflito alcançou 50% em 2011, o que soma 28,5 milhões de crianças.

Objetivo 17. Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável

ODS 17

ODS 17

  • A Assistência Oficial ao Desenvolvimento (OAD) levantou aproximadamente 135 bilhões de dólares em 2014.
  • Em 2014, 79% dos produtos de países em desenvolvimento entraram no mercado “duty-free” de países desenvolvidos.
  • A dívida dos países em desenvolvimento continua estável, beirando 3% do rendimento de exportação.
  • O número de usuários da internet na África quase dobrou nos últimos quatro anos.
  • Em 2015, 95% da população mundial tem cobertura de sinal de celular.
  • 30% da juventude mundial é de nativos digitais, ativos online por pelo menos cinco anos.
  • A população mundial apresentou aumento do uso da internet de 6% em 2000 para 43% em 2015.
  • No entanto, mais de 4 bilhões de pessoas não usam Internet, e 90% delas são de países em desenvolvimento.

(#Envolverde)

Curso gratuito no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo

Em homenagem ao Dia do Jornalista (07/04) –
Dia 8 de abril, das 14 às 18 horas no Sindicato dos Jornalistas em São Paulo – Rua Rego Freitas, 530 Sobreloja
Patrícia Paixão – Como conseguir um estágio em Jornalismo – https://formandofocas.com/
Dal Marcondes 0 Empreendedorismo no ecossistema do Jornalismo – www.envolverde.org.br

Inscrições – Secretaria Cursos / SJSP – Tel. (11) 3217 6294, das 11h00 às 18h00

Concurso de fotografia sobre a segurança dos jornalistas

A UNESCO convida fotógrafos profissionais de todo o mundo a enviarem uma amostra de suas melhores fotografias ilustrando jornalistas em ação e, em particular, que mostrem questões de segurança dos jornalistas e impunidade de crimes cometidos contra eles.

A UNESCO busca imagens que ilustrem jornalistas trabalhando em diferentes situações, por exemplo: jornalistas internacionais e/ou locais cobrindo manifestações, julgamentos, grandes eventos públicos, investigações sobre corrupção; jornalistas cidadãos; jornalistas incorporados com a polícia ou com militares; jornalistas reportando em uma zona de conflito; jornalistas em veículos protegidos ou em frente a sedes de jornais com proteção; ou qualquer outro caso em que os jornalistas, incluindo mulheres repórteres, estejam trabalhando em situações delicadas.

Enquanto agência das Nações Unidas com mandato específico para promover “o livre fluxo de ideias por meio da palavra e da imagem”, a UNESCO busca promover a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa, para reforçar a segurança dos jornalistas e combater a impunidade, no âmbito do Plano de Ação das Nações Unidas sobre a Segurança dos Jornalistas e a Questão da Impunidade. A segurança dos jornalistas e o combate à impunidade são elementos centrais para apoiar a liberdade de expressão e de imprensa. Em média, a cada cinco dias um jornalista é morto por trazer informação ao público. Nos últimos 10 anos, 827 jornalistas foram mortos de acordo com estatísticas da UNESCO (em inglês).

As fotografias selecionadas vão ajudar a chamar atenção sobre as condições de trabalho dos jornalistas, além de ilustrar atividades e programas que contribuem com a segurança de jornalistas e a luta contra a impunidade.

As fotografias serão escolhidas por seu conteúdo original, artístico e criativo. A UNESCO estabelecerá um contrato com os fotógrafos comprando as fotografias selecionadas, por meio do qual os direitos não-exclusivos serão concedidos à UNESCO.

Requisitos para a candidatura:

  • Máximo de 12 fotografias
  • Colorida
  • Resolução mínima: 350 dpi
  • Tamanho mínimo: A4
  • Legenda da foto em inglês ou francês para cada fotografia com informações de lugar, data e assunto
  • Preço por cada fotografia

Assunto:           Concurso de fotografias sobre segurança de jornalistas

Data:                   até 15/04/2017, às 13h00 (horário de Brasília)

Inscrições:       pelo e-mail m.salomons@unesco.org

As fotografias devem ser enviadas para Michelle Salomons m.salomons@unesco.org.

Inscrições abertas até 13h (horário de Brasília) do dia 15/04/2017.

Cásper Líbero comemora o Dia do Jornalista

Para comemorar o Dia do Jornalista, a Faculdade Cásper Líbero realizará no dia 7 de abril, a partir das 8h30, o evento “Contar histórias do futuro: diálogo sobre o jornalismo e a tecnologia

Através de diálogos entre convidados nacionais e internacionais, o evento buscará situar os atuais desafios na produção e disseminação de informações jornalísticas e na investigação a respeito de novos conflitos sociais, políticos e econômicos inscritos em recentes inovações tecnológicas. As mesas tratarão de temas como “efeito bolha”, notícias falsas, polarização nas redes, inteligência artificial e algoritmos.

Entre os convidados estão Kim Zetter, premiada jornalista estadunidense especializada na cobertura de políticas de tecnologia, e Jeff Larson, desenvolvedor de projetos de tecnologia na ProPublica, agência de notícias sem fins lucrativos que produz jornalismo investigativo para o interesse público.

O evento é gratuito e faz parte das comemorações dos 70 anos da Cásper Líbero, pioneira no ensino de Jornalismo na América Latina.

Inscrição e informações no site www.casperlibero.edu.br.

Contar histórias do futuro: diálogo sobre o jornalismo e a tecnologia

Data: 07/04/2017

Horário: 8h30

Local: Teatro Cásper Líbero – Avenida Paulista, 900

Leitura crítica das mídias, uma necessidade cada vez maior

Neuza Árbocz, especial para a Envolverde – 

Discussões acaloradas têm tomado o Brasil nos últimos anos, capazes de dividir famílias ou quebrar amizades. O que não se vê é que muitas delas se baseiam em dados falsos, ou fragmentos truncados de verdades.

Mais uma vez o país se vê dividido por um assunto de interesse geral com a proposta de reforma do Sistema Previdenciário em vigor no país. De contribuição obrigatória para todo contratado via CLT, que recolhe sob o Regime Geral (RGPS), e para os funcionários públicos e militares, que recolhem sob o Regime Próprio (RPPS), o assunto gera grandes discussões, na base do já tradicional Fla x Flu, onde mais que argumentos, dados e lógica, são usadas ideologias para se colocar contra ou a favor, com ataques cegos e pouca escuta.

As mídias sociais viraram, de novo, palco dos debates. Memes sofisticados, com desenhos animados e narração profissional, se espalharam, sem que se saiba ao certo quem os produziu.

Quem paga as equipes que investem horas de sua dia para disseminar crenças e tentar manipular a opinião de quem as segue? Essa é uma pergunta que poucos fazem. Afirmações sem fundamento algum são espalhadas aos quatro ventos, a partir de sites aparentemente jornalísticos e perfis de supostos especialistas.

Nessa era de profusão de informação, verificar as fontes e como foram geradas as notícias que se lê é uma necessidade básica e primordial.

Comparar versões em diversos veículos, ciente de suas tendências políticas, idem.

No caso da Reforma da Previdência, até ator global entrou no jogo, em um polêmico vídeo custeado por uma organização de oposição ao governo, que acabou desmentido, ponto a ponto, por economistas sérios.

De uma proposta original de subir de 15 para 25 anos a contribuição mínima para se ter direito à aposentadoria, espalhou-se uma versão de exigência de ao menos 49 anos de recolhimentos para se aposentar. Uma arte comparou a suposta proposta brasileira, com regras – também falsas – de outros países. A França, por exemplo, constava na tal arte como dando direito à aposentadoria a partir de 27 anos de trabalho e 52 anos de idade. Quando as regras reais para os franceses são 40 anos de contribuição e 62 anos de idade mínima, tanto para homens como para mulheres, no setor público e privado.

As mentiras são tão fáceis de esclarecer.

Basta uma busca rápida para acessar sites oficiais dos governos, ou fontes jornalísticas bem estabelecidas, com endereço real, editores responsáveis e CNPJ que as tornariam alvo de processos legais penosos caso disseminassem inverdades e calúnias. Mas muita gente esquece essa possibilidade e, apegada a fontes sem constituição jurídica legal, com domínios próprios registrados fora do Brasil, se jogam em discussões pesadas, ofendem e brigam, sem um mínimo de cuidado de checagem. Engolem posts que citam jornais estrangeiros para defender suas visões, sem clicar no link apontado e ler os artigos originais – que não raro, não trazem nada do conteúdo alegado.

O preço disso é uma nação que atrofia a sua capacidade de diálogo e de construção conjunta.

Que ignora fatos importantes.

No caso da Reforma da Previdência ora proposta, poucos sabem que a mesma foi construída não pelo atual governo, mas sim por análises e encontros nos últimos quatro anos, por economistas e matemáticos idôneos, preocupados em evitar um colapso geral do sistema. Foram criados vários grupos de estudos sobre a situação e quem quis se envolver e participar teve total liberdade para fazê-lo. Tanto no Banco Central, como no Ministério da Fazenda, existem técnicos capacitados e apartidários excelentes e engajados, por dever cívico. Não se trata de interesses políticos, pelo contrário. Mas de uma medida igualitária: de idade mínima e teto máximo semelhante para todos.

Há direitos a preservar? Há regras de transição para se ajustar? Sim. Mas é fato que a população vive mais tempo; que o Regime Próprio traz regras insustentáveis e privilégios que exaurem os recursos e, que se nada for feito, todo o sistema irá falir nas próximas décadas.

O Regime Próprio abrange apenas 30% dos aposentados, mas consome 70% dos recursos. Mesmo assim, a manipulação da opinião pública faz o Congresso hesitar em mexer nesse campo, a ponto do governo federal deixar por conta dos Estados e municípios a reforma para os servidores destas instâncias, o que pode causar atrasos e bancarrotas como o Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais já enfrentam. Embora, resolver o desafio posto, de fato, não é um ônus apenas do governo federal.

Há recursos em outras áreas para sustentar a Previdência? Sim. Só em 2016, a sonegação fiscal no país foi estimada em R$ 107 bilhões, mais R$ 60 bilhões em desoneração fiscal – dados da ANASP – https://www.anasps.org.br/. Isso cobriria o rombo atual, mas e depois? Ele se formaria novamente, pois é um sistema fechado com recolhimento deficitário.

Na dúvida, melhor ir à fonte primária: http://www.fazenda.gov.br/noticias/2016/dezembro/perguntas-e-respostas-esclarece-duvidas-sobre-a-reforma-da-previdencia/PerguntaseRespostassobreaReformadaPrevidncia.pdf

A confusão de informação é proposital e maquiavélica. Pois quando se alastra, faz com que desconfiemos de tudo e todos e quando não se acredita em mais nada, se desiste de acompanhar e de se posicionar. Ou se radicaliza. Por uma lado, apatia e indiferença podem se instalar; e por outro, manifestações violentas e perigosas. De um jeito ou de outro, abre-se caminho para poucos se apropriarem da governança do país. Risco que não deveríamos correr.

Hoje e sempre, é preciso pesquisar, comparar os lados, checar fontes e se informar com precisão, antes de se ‘inflamar’.

Bem informados, vale se engajar em fóruns e rodas de conversas que ajudem esclarecer aos menos preparados para leituras e temas complexos ou àqueles sem acesso à internet e bons meios de comunicação. Assim como, disseminar em suas mídias – facebook, grupos de WhatsApp, blog etc., pontos de vistas abrangentes e bem embasados. Uma atitude simples – que requer paciência, é verdade – mas que presta um serviço enorme ao Brasil. (#Envolverde)

Prêmio José Lutzenberger de Jornalismo Ambiental 

Cerimônia de lançamento ocorre no dia 04 de abril, em Porto Alegre

Chegando em sua quarta edição, o Prêmio José Lutzenberger de Jornalismo Ambiental consolida-se como iniciativa para valorizar reportagens de jornalistas e estudantes de jornalismo sobre o tema. A distinção busca reverenciar matérias que destaquem boas iniciativas em prol da preservação ambiental publicadas em veículos de comunicação no Rio Grande do Sul. A cerimônia de lançamento da edição 2017 do prêmio ocorre no dia 04 de abril, às 10h, no Jardim Lutzenberger, da Casa de Cultura Mário Quintana, em Porto Alegre.

José Lutzenberger

O Prêmio, uma parceria entre a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária Ambiental – Seção RS (ABES-RS), Associação Riograndense de Imprensa (ARI) e Braskem, tem o papel de mostrar as iniciativas ligadas ao meio ambiente, como a aplicação de novas tecnologias, em especial na área do saneamento ambiental, bem como esforços de empresas e entidades, escolas e universidades, pessoas e instituições públicas e privadas na busca de soluções sustentáveis. Para isto, é de extrema importância o trabalho do jornalista para trazer à tona o conhecimento destas ações, garantindo o direito à informação clara e sem censura para a sociedade. A premiação contempla seis categorias – jornalismo impresso, fotojornalismo, radiojornalismo, telejornalismo, webjornalismo e Prêmio Braskem de Jornalismo Universitário. (#Envolverde)